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Eletroencefalograma em UTI

Método que permite acompanhar, em tempo real, a atividade elétrica cerebral, identificando desvios fisiológicos ou patológicos e provendo feedback destes desvios para o cirurgião e anestesista.Método que permite acompanhar, em tempo real, a atividade elétrica cerebral, identificando desvios fisiológicos ou patológicos e provendo feedback destes desvios para o cirurgião e anestesista.

Registros eletroencefalográficos são obtidos pela aplicação de eletrodos no couro cabeludo (1a e 2a fig.). Devido à impossibilidade de reposicionamento durante a cirurgia, estes devem estar seguros e portanto é geralmente utilizado o colódio para fixá-los. Em certas situações pode ser necessária a aplicação de eletrodos de agulha (3a fig.). Já os registros de eletrocorticografia são obtidos pela aplicação de malhas de eletrodos diretamente sobre o córtex cerebral (3a fig.).
As alterações no EEG podem ser generalizadas, lateralizadas (quando apenas um hemisfério é afetado) ou localizadas (quando apenas uma região apresenta a alteração).

Alterações generalizadas geralmente refletem modificações na pressão arterial, temperatura ou anestesia enquanto alterações lateralizadas ou focais revelam atividade epileptiforme ou alterações no fluxo sanguíneo regional (ex. clampeamento de carótida, acidentes vasculares encefálicos, etc) (4a fig.)

A aplicação mais comum da ECoG é a localização intraoperatória de lesões epileptogênicas (“focos”) para a sua completa remoção) já que com o registro feito diretamente sobre o córtex a atividade epileptiforme é mais clara e frequentemente registrada.

A estimulação elétrica cortical é considerada o padrão para a identificação de áreas do cérebro cuja ressecção poderia ocasionar déficit neurológico no pós-operatório (ex. sequelas motoras, visuais, na memória, sensibilidade ou na fala). Para a realização deste estudo o paciente deverá permanecer acordado durante a cirurgia, e proverá informações à equipe que testará sua sensibilidade e sua linguagem solicitando por exemplo que ele leia um texto, recite uma poesia, nomeie um objeto, etc.

Clinicamente é frequentemente utilizado nas seguintes cirurgias:

  • EEG: Cirurgias do arco da aorta (monitorização de atividade cerebral durante o resfriamento do paciente e monitorização da atividade cerebral durante clampeamento carotídeo)
  • ECoG: Identificação de áreas corticais epileptogênicas
  • Estimulação Elétrica Cortical: Mapeamento funcional do córtex durante cirurgias hablativas

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