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Saiba mais sobre a Paralisia Cerebral

Por Dra. Isadora Queiroz (CRM/RN 3998)

Saiba mais sobre a Paralisia Cerebral - Neurolife

Paralisia cerebral é um termo amplo que se refere a um grupo de desordens que afetam a capacidade de uma pessoa se movimentar.  É uma condição que permanece durante toda a vida, mas, não tende a piorar com tempo.  Em geral ocorre devido a alguma agressão ao desenvolvimento cerebral durante a gravidez ou logo após o nascimento.  

A paralisia cerebral afeta o paciente de diferentes maneiras.  Pode afetar o movimento corporal, o controle muscular, a coordenação motora, o tônus muscular, reflexos e postura.  A incapacidade motora pode ter diferentes intensidades, podendo se apresentar apenas como fraqueza em uma mão, até a completa incapacidade do paciente em realizar movimentos voluntários e, portanto, necessitar de cuidados constantes.  40% dos pacientes com paralisia cerebral apresentam quadro de hemiplegia (metade do corpo com dificuldade de realizar movimentos).

Pessoas que tem paralisia cerebral também podem apresentar dificuldades visuais, auditivos, de fala, de aprendizado, e epilepsia.

A paralisia cerebral afeta cerca de 17 milhões de pessoas em todo o mundo, ocorre em 1 a cada 500 nascimentos e é a incapacidade física mais comum em crianças.

 Há alguns sinais que podem levantar a suspeita de paralisia cerebral.  Nem todos os sinais são evidentes ao nascimento e podem ficar mais óbvios à medida que o bebê se desenvolve.  

Pediatras ou o próprios familiares podem desconfiar de paralisia cerebral quando a criança apresenta atraso no desenvolvimento motor, exibe tônus muscular muito "mole" ou muito rígido ou ainda posturas não habituais.

 

Em casos suspeitos, diversos exames podem ser solicitados como: tomografia computadorizada ou ressonância nuclear magnética do cérebro, eletroencefalograma, exames de sangue.

Uma das frustrações dos pais é que o diagnóstico leva muito tempo para ser concluído e firmado.  Isto pode acontecer porque a criança tem uma forma leve da enfermidade, mas também porque o médico precisa descartar outras doenças que possam piorar com o tempo.

 A paralisia não tem cura conhecida até o momento, porém existem diversas intervenções que ajudam a diminuir o impacto e a limitação no corpo e melhoram a qualidade de vida. Alguns deles são: fisioterapia motora, terapia ocupacional, uso de toxina botulínica, procedimentos cirúrgicos e uso de órteses.

 

Texto adaptado do site: Cerebral Palsy Alliance

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